Equipe de 20 pessoas, formada por ex-detentos e pessoas carentes, foi recrutada pelo Instituto Liberty, em Brasília, para vender produtos de limpeza em residências do Distrito Federal.
O trabalho, a ser iniciado neste mês de novembro, trará renda lícita e a oportunidade de inclusão social a essas pessoas, conforme representante da empresa Liberty, parceira do Programa Começar de Novo, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que utiliza a oferta de capacitação profissional e trabalho como estratégia de prevenção da reincidência criminal.
O Instituto Liberty foi fundado em Campinas, interior de São Paulo, há sete anos e hoje é referência no atendimento a detentos, egressos do sistema carcerário, pessoas em situação de rua, portadores do HIV e dependentes químicos, tendo conseguido trabalho e renda para mais de 200 pessoas.
Em 2010, recebeu do CNJ o Selo do Programa Começar de Novo, conferido a instituições públicas e privadas que se destacam em ações de reinserção social.
“Trabalhamos a partir do princípio de que é possível, sim, incluir as pessoas socialmente e tirá-las da miséria e da criminalidade. Custa pouco; basta ter vontade de construir um mundo mais solidário e com menos violência, o que acaba sendo bom para todos nós”, afirmou Marcos Silveira, fundador e coordenador do Instituto Liberty.
Em maio deste ano, o instituto inaugurou sede em Brasília, a primeira fora de Campinas. Entre as parcerias firmadas na capital, está a que prevê o emprego de 20 ex-detentos e pessoas carentes na venda de produtos de limpeza como detergente, desinfetante, amaciante, água sanitária, limpadores de alumínio e de vidro e multiuso.
Segundo informou o coordenador Marcos Silveira, cada embalagem dos produtos terá dois rótulos, sendo um da empresa fabricante, de nome Uselimp, e outro do Liberty, que traz informações sobre as vantagens da compra. O texto diz: “Adquirindo este produto, você estará tirando pessoas do mundo das drogas; apoiando pessoas em situação de rua; dando oportunidade para egressos; ajudando a diminuir violência e criminalidade”.
Marcos Silveira ressaltou que a experiência com a venda de produtos foi iniciada em Campinas, onde, segundo ele, tem obtido bons resultados em termos de reinserção social.
