Membros do Greenpeace fizeram um protesto de barco nesta quarta-feira (6) ao lado do Kremlin pedindo a libertação dos 28 ativistas e 2 jornalistas presos por protestar contra a extração de petróleo no Ártico.
Eles levaram uma bandeira com a frase: “Liberem os 30 do Ártico”.
A bióloga brasileira Ana Paula Maciel está entre os presos, em um caso que gera grande repercussão internacional.
No dia 19 de setembro, o grupo foi detido na embarcação do Greenpeace, o Arctic Sunrise, depois de um protesto contra contra a empresa russa Gazprom, no Ártico, onde a estatal explora petróleo.
Os ativistas tentaram escalar uma plataforma da companhia.
A princípio, o grupo foi acusado pela justiça russa de pirataria. Mas, em 23 de outubro, a Rússia anunciou a acusação para ‘hooliganismo’, que caracteriza comportamento violento.
A mudança pode significar uma punição mais branda, caso os acusados sejam realmente condenados. Porém, de acordo com o Greenpeace, até o momento, a justiça ainda não retirou a acusação de pirataria e os 30 permanecem sob as duas acusações.
O Tribunal Internacional do Direito do Mar (ITLOS, sigla em inglês) vai se pronunciar, no próximo dia 22 , sobre a reivindicação da Holanda contra a detenção por parte da Rússia dos ativistas do Greenpeace que viajavam na embarcação Arctic Sunrise.
A Corte, instância máxima internacional em Direito do Mar, decidiu se posicionar após ouvir as alegações da parte litigante, assim como alguns testemunhos do Greenpeace na ausência da Rússia, que não reconhece a competência do tribunal para o caso.
A audiência desta quarta-feira (6), durou cerca de duas horas e meia, foi aberta com o discurso da jurista do Ministério das Relações Exteriores holandês, Liesbeth Lijnzaad, que reivindicou a liberdade imediata dos ativistas que viajavam no navio de bandeira holandesa.
De acordo com os autores do processo, os ativistas foram “privados de liberdade de forma ilícita” quando se encontravam em alto-mar.
