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Violência contra a mulher: Brasil está entre os países onde ocorrem mais mortes

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Lei Maria da Penha: 99% das mulheres já ouviram falar a respeito e 66% delas se sentem mais seguras e mais protegidas pelo fato de a lei existir.

Os dados foram divulgados após a quinta rodada de pesquisas realizadas pelo DataSenado que faz a pesquisa a cada dois anos, desde 2005.

O assessor especial da Secretaria de Transparência do Senado, Thiago Cortez Costa, informou que 19% das entrevistadas admitiram já ter sofrido agressão, sendo que 31% delas ainda são agredidas.

Em 65% dos casos, os agressores são os maridos, companheiros ou namorados e, apesar do alto índice de conhecimento da lei, apenas 35% das agredidas decidem formalizar a denúncia, enquanto 34% preferem pedir ajuda aos parentes, amigos ou igreja.

Os números foram divulgados, na última quinta-feira (31), durante a primeira palestra do projeto Quintas Femininas, realizado pela Procuradoria Especial da Mulher do Senado em parceria com a Procuradoria Especial da Mulher da Câmara dos Deputados.

Márcia Teixeira, promotora de Justiça e membro do Conselho Nacional do Ministério Público, elogiou a lei Maria da Penha, mas frisou que a norma se aplica, apenas, a mulheres adultas, em relações íntimas de afeto.

Homens, crianças e idosos devem se enquadrar em outras formas legais.

A promotora apresentou dados como a 7ª colocação do Brasil em um ranking de 87 países onde mais se mata mulheres.

A procuradora especial da mulher no Senado, senadora Vanessa Grazziotin, afirmou que, semanalmente, serão realizadas atividades para discutir a questão do papel da mulher na sociedade.

Ela citou como exemplo a baixa representatividade da mulher no Parlamento, ocupando apenas 8 das 81 cadeiras do Senado e 45 das 513 cadeiras da Câmara, apesar de as eleitoras serem maioria.

Assunto a ser abordado durante as Quintas Femininas, no Senado.