Há fortes indícios de violação dos direitos humanos na contratação de médicos cubanos pelo programa Mais Médicos.
Denúncia do presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM) feita , nesta quarta-feira (2) durante audiência pública na Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, em Brasília.
Roberto Luiz DÁvila afirmou que os profissionais cubanos têm os passaportes retidos quando chegam ao Brasil, para não sair do país, o que não ocorre com médicos de outras nacionalidades que não sofrem a mesma restrição.
D’Avila questionou também o fato de os cubanos receberem apenas parte do salário integral de R$ 10 mil que os demais profissionais do programa recebem.
Também presente na audiência o procurador-geral do Trabalho, Luis Antonio de Melo, afirmou que o Ministério Público do Trabalho está atento às denúncias e já está investigando supostas irregularidades.
De acordo com o procurador, se for encontrada alguma infração trabalhista em relação aos médicos cubanos, o órgão vai acionar a Justiça.
