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Congo: estupro e outras formas de violência sexual continuam aterrorizando as mulheres

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Estupro e outras formas de violência sexual continuam endêmicos no Congo, país africano com uma população de, aproximadamente, 68 milhões de habitantes.

A violência é cometida tanto pelas forças de segurança do governo como por parte de grupos armados.

Violência sexual é acompanhada por outras formas de violações aos direitos humanos, como tortura e saques.

Na cidade de Bukatu, capital da província de Kivu do Sul, uma das regiões onde mais ocorrem ataques de grupos armados, um hospital atende mulheres vítimas de estupro e violência sexual.

O diretor do hospital, o ginecologista Denis Mukwege, diz já ter atendido mais de 40.000 mulheres estupradas.

Ele reconstrói os genitais e trata de feridas ginecológicas graves.

Na República Democrática do Congo – que já foi chamada de “capital mundial do estupro” por uma relatora das Nações Unidas – o abuso sexual virou uma arma de guerra com o objetivo de dizimar aldeias e expulsar moradores de terras produtíveis visadas por milícias e países vizinhos.

As atrocidades são tantas que já motivaram uma ação em defesa do julgamento dos crimes de guerra pelo Tribunal Penal Internacional.