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Cisjordânia: transformando o mal em bem; flores plantadas em cápsulas de gás lacrimogênio

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Moradores do vilarejo palestino de Bilin decidiram não permitir que o sofrimento abale as esperanças de dias melhores.

Na pequena vila da Cisjordânia decidiram plantar um jardim em cápsulas vazias de gás lacrimogênio e bombas de efeito moral que são restos de anos de conflito com as forças de segurança israelenses.

A matéria, divulgada pelo jornal Folha de São Paulo (22/10) cita entrevista com o coordenador do Comitê de Resistência Popular de Bilin ( criado em 2004).

Abdullah Abu Rahma é um dos líderes das manifestações que, há anos, se opõem à construção do muro que separa a Cisjordânia do território israelense.

O jardim foi plantado no local em que um dos moradores, apelidado de “Fil” (elefante, em árabe), foi morto ao ser atingido, no peito, por um projétil de gás lacrimogêneo.

São cerca de 300 flores, mas o Comitê de Resistência Popular planeja “fazer crescer” milhares delas.

Abu Rahma afirmou ter, em casa, 30 barris repletos de granadas vazias (razão pela qual foi detido pelas autoridades em mais de uma ocasião).

Além do jardim,os moradores de Bilin construíram um parquinho para as crianças. 

Bilin, tem pouco mais de 1800 habitantes e é um dos símbolos dos embates entre palestinos e as Forças de Defesa de Israel.

Frequentemente, ativistas internacionais visitam a vila que vive o problema da ampliação de um assentamento israelense vizinho, construído em terras que os palestinos afirmam pertencer a Bilin.

Brasileiros:

A situação dessa pequena vila foi registrada no filme “5 Câmeras Quebradas” (2011), dirigido por Emad Burnat.

Do Comitê de Resistência Popular de Bilin fazem parte 13 membros  e, segundo Abu Rahma, o grupo recebe apoio de diversos sindicatos brasileiros.

Essa relação incomum com o Brasil explica-se, em parte, pelo fato de a mulher do diretor de “5 Câmeras Quebradas” ser brasileira.