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Chile: estudantes querem mudanças na educação

Em Santiago, faltando um mês para as eleições presidenciais, milhares de estudantes chilenos protestaram nesta quinta-feira (17) na sexta passeata do ano para pedir mudanças que garantam uma educação pública gratuita e de qualidade.

A polícia calculou em 18 mil o número de pessoas que participaram da marcha, enquanto os organizadores contabilizaram 50 mil participantes.

Além das exigências por uma educação pública melhor, em um país com um setor educacional fortemente privatizado, os estudantes pediram informações mais detalhadas sobre os programas dos candidatos presidenciais para este setor.

Em cartazes, eles criticam o modelo educacional imposto pela ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), e que se mantém vigente até hoje, provocando uma profunda brecha de desigualdade entre os estudantes em função de sua origem social.

Nas manifestações ocorridas na periferia, foram registrados confrontos, com estudantes mascarados erguendo barricadas incendiárias e jogando coquetéis molotov, enquanto a polícia usou gás lacrimogêneo e jatos de água para dispersá-los.