Um dos acusados de executar três auditores fiscais e um motorista do Ministério do Trabalho e Emprego confessou sua participação nos assassinatos.
O depoimento do motorista Erinaldo de Vasconcelos Silva, de 49 anos, foi realizado na última quinta-feira, 29 de agosto, na Justiça Federal em Belo Horizonte.
Para matar quatro servidores, Erinaldo disse que ele e outros dois acusados receberam R$ 50 mil.
O réu contou que o fazendeiro Norberto Mânica, um dos maiores produtores de feijão do país e acusado de ser um dos mandantes das mortes, o procurou após a chacina para que matasse também outras pessoas, “um pessoal do Paraná”.
O fazendeiro já foi apontado como o mandante dos assassinatos dos fiscais também por Hugo Alves Pimenta, outro réu que será julgado no mês de setembro e que prestou depoimento como informante, no começo desta semana.
O irmão do fazendeiro Norberto, o ex-prefeito de Unaí, Antério Mânica também é acusado de ser mandante dos assassinatos, mas ainda não há data marcada para seu julgamento. Já o fazendeiro Norberto Mânica deverá ser julgado no dia 17 de setembro.
Os auditores Nelson José da Silva, Eratóstenes de Almeida Gonçalves e João batista Soares Lage e o motorista Ailton Pereira de Oliveira foram mortos em 28 de janeiro de 2004, em uma estrada na zona rural de Unaí, noroeste de Minas Gerais, durante fiscalização de trabalho escravo em fazendas da região.
Além de Erinaldo de Vasconcelos Silva também serão julgados por júri popular Rogério Alan Rocha Rios e Willian Gomes de Miranda.
Erinaldo contou, em depoimento, que Alan participou diretamente das execuções, enquanto Miranda tinha a função de pegar a dupla para fugir após os assassinatos.
