Ministério Público deve denunciar outros policiais por envolvimento no desaparecimento, no último dia 14 de julho, na favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, do ajudante de pedreiro Amarildo de Souza.
Informação do procurador-geral de Justiça do Rio, Marfan Martins Vieira.
Dez policiais militares já foram denunciados e estão presos por participação no caso.
De acordo com o procurador, o depoimento de um policial, na madrugada desta segunda-feira (14) a promotores do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) indica a participação de mais PMs no crime.
Marfan Vieira não quis, no entanto, dar detalhes do depoimento do policial cuja identidade é mantida sob sigilo.
“Os promotores do Gaeco ouviram esse policial e ele, então, teria narrado com detalhes o que teria ocorrido com o Amarildo. Esse depoimento, ao que tudo indica, implica outras pessoas, além daquelas que já estão denunciadas, o que determinaria a necessidade de um aditamento da denúncia que já está na 35ª Vara Criminal”, disse o procurador-geral de Justiça em entrevista à rádio CBN.
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro(MPRJ) foi designado pelo procurador-geral de Justiça, Marfan Martins Vieira, para acompanhar os desdobramentos do caso junto à Justiça.
