O ano de 2013 já é considerado um dos mais violentos para o exercício da profissão de jornalista no Brasil.
Os casos de agressão a jornalistas chegam a 136 este ano, contra 51 ocorrências de 2012, um salto de 166%.
Cinco jornalistas foram assassinados, no Brasil, este ano e seis no ano passado.
Vinte jornalistas foram agredidos nos protestos de 7 de Setembro, sendo 18 vítimas da polícia.
Os dados constam do Relatório de Liberdade de Imprensa da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert).
Para Daniel Slaviero, presidente da Abert, “o ano de 2013 ficará marcado como um ano negro para a liberdade de expressão e imprensa no nosso país. Primeiro pelo salto exponencial no número de violações contra jornalistas e veículos de comunicação; segundo porque, mesmo em um país com democracia avançada e em um ano em que comemoramos 25 anos da Constituição, a liberdade de expressão é garantia que não está plenamente consolidada”.
Das 136 ocorrências registradas neste ano, cerca de 90 estão ligadas às manifestações que dominaram a pauta jornalística nos últimos meses.
Ainda segundo o relatório, Brasília foi a cidade mais violenta para repórteres, cinegrafistas e fotógrafos no feriado da Independência: 12 profissionais feridos, todos por policiais militares.
