A Casa Branca respondeu nesta segunda-feira (21) aos protestos feitos pela França sobre as novas denúncias de espionagem por parte da NSA (Agência de Segurança Nacional) americana alegando que “todas as nações realizam operações de espionagem”.
“Já deixamos claro que os Estados Unidos recolhem informações de inteligência no exterior do mesmo modo que todos os países recolhem”, afirmou a porta-voz da agência, Caitlin Hayden.
Os EUA interceptaram 70,3 milhões de e-mails e telefonemas da França em um período de menos de um mês.
O fato ocorreu entre o final de 2012 e início de 2013, segundo documentos da agência, divulgados nesta segunda-feira pelo jornal francês “Le Monde”, vazados pelo ex-funcionário Edward Snowden, atualmente asilado, provisoriamente, na Rússia.
As revelações provocaram contundentes reações da França, que convocou o embaixador dos Estados Unidos em Paris.
“Estou profundamente escandalizado”, declarou, em Copenhague, o primeiro-ministro francês, Jean-Marc Ayrault.
Segundo o jornal francês “Le Monde”, a vigilância ocorreu entre 10 de dezembro e 8 de janeiro, uma média de três milhões de interceptações por dia, com pico de quase sete milhões em 24 de dezembro e 07 de janeiro.
O jornal destacou a natureza “maciça” da espionagem.
O foco da NSA na França era vigiar suspeitos de ter ligações com atividades terroristas, mas também houve escutas de pessoas ligadas ao mundo empresarial e à economia, como políticos e funcionários.
