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Arábia Saudita é, severamente, criticada pela ONU. Brasil adere cobrando respeito aos direitos das mulheres e aos acordos internacionais

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Avaliada pela Organização das Nações Unidas (ONU), a Arábia Saudita recebeu duras críticas, na última segunda-feira (21).

A situação dos direitos humanos foi o que fez com que os principais aliados do país atacassem as prisões arbitrárias contra ativistas, abusos dos direitos das mulheres e a situação de trabalhadores estrangeiros.

Pelas novas regras da ONU, todos os países são obrigados a passar por uma sabatina no Conselho de Direitos Humanos.

O Brasil cobrou mudanças nas leis em relação às mulheres e pediu que os sauditas respeitem acordos internacionais de direitos civis e políticos. A diplomacia brasileira ainda pediu que os sauditas “alinhem” suas leis nacionais com o direito internacional em matéria de direitos humanos.

Uma dessas medidas seria “reconsiderar políticas que limitam os direitos das mulheres a agir como membros autônomos e iguais na sociedade”. Outra recomendação foi a promulgação de um código penal, definindo ofensas e impondo uma moratória na execução de menores de idade.

A Grã-Bretanha também criticou a desigualdade de gêneros e pediu o fim do sistema que garante ao homem a “guarda” da mulher. Os sauditas alegaram que a sharia (lei islâmica) garante a “igualdade de tratamento” entre homens e mulheres. Segundo o governo, as mulheres são “cidadãs plenas” e podem ter propriedades e gerenciar seus negócios sem permissão de outra pessoa. Ainda assim, Londres pediu que mais mulheres ocupem cargos de autoridade e defendeu a abolição do sistema de guarda.

Representantes dos Estados Unidos, tradicionais aliados de Riad, também apontaram problemas, criticando as evidências de trabalhos forçados contra imigrantes. A Casa Branca atacou também restrições contra a liberdade de religião e a inexistência de sindicatos e ONGs.

A Alemanha, por seu lado, pediu uma moratória na pena de morte. De uma população de 28 milhões de pessoas, 9 milhões são trabalhadores estrangeiros, muitos deles empregados em obras.

Bandar bin Mohamed al-Aiban, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Arábia Saudita, indicou que novas medidas estão sendo tomadas para proteger esses trabalhadores. Isso incluiria a proibição de que eles atuem entre meio-dia e 15 horas, no verão, quando as temperaturas chegam a 50 graus.