Loading

Al-Qaeda no Magreb Islâmico reivindica assassinato de jornalistas no Mali

  • Home
  • Notícias
  • Al-Qaeda no Magreb Islâmico reivindica assassinato de jornalistas no Mali

Militantes da rede terrorista da Al-Qaeda no Magreb Islâmico (Aqmi) assumiram o assassinato de dois jornalistas franceses na República do Mali, disse nesta quarta-feira (6) um site da Mauritania.

Abdallah Mohamedi, chefe do site Sahara Medias, que frequentemente divulga comunicados de militantes islamitas da região, disse que o anúncio foi feito por e-mail, por militantes leais a Abdelkrim al-Targui, comandante sênior na região.

Depois do assassinato dos jornalistas,Ghislaine Dupont, 57, e Claude Verlon, 55, a França vai reforçar sua presença em Kidal, norte do Mali, segundo o porta-voz, Najat Vallaud-Belkacem.

“É preciso reforçar essa presença para fazer retroceder o terrorismo”, afirmou Vallaud-Belkacem, recordando que 3.000 militares franceses se encontram no Mali.

Comunicado

Em um comunicado divulgado pela agência de notícias mauritana Sahara Medias o Al-Qaeda afirma:

“Esta operação ocorre em resposta aos crimes cometidos pela França contra os malineses e às ações das forças africanas e internacionais contra os muçulmanos do Azawad”, nome dado pelos tuaregues ao norte do Mali. 

A Aqmi considera que o assassinato dos dois jornalistas “representa o mínimo da fatura que (o presidente francês François) Hollande e seu povo devem pagar como contrapartida por sua nova cruzada”, concluiu a rede no texto.

Segundo a agência Sahara Medias, a katiba (unidade combatente) da Aqmi que cometeu os assassinatos é a de Abdelkrim Targui, um tuaregue que era ligado a um dos principais líderes da Aqmi no Mali, Abu Zeid, morto no início do ano durante a ofensiva militar das tropas do Chade e da França no Maciço de Ifoghas (nordeste do Mali).

Os jornalistas da Rádio França Internacional (RFI)  foram assassinados ,em Kidal, pouco depois de terem sido sequestrados por um pequeno grupo de homens armados.