A Coreia do Norte protestou, nesta quarta-feira (6), contra os atos de espionagem dos Estados Unidos, por meio da Agência Nacional de Segurança (NSA).
O regime de Pyongyang considera a prática um “abuso dos direitos humanos”.
Essa foi a primeira vez que o país se manifestou sobre a questão, que vem sendo debatida desde que a imprensa internacional começou a divulgar informações fornecidas pelo ex-consultor contratado para prestar serviços à NSA, Edward Snowden.
De acordo com as publicações, os norte-americanos monitoraram as comunicações de diversos países, inclusive de chefes de Estado e de Governo.
A declaração da Coreia do Norte foi publicada em editorial da agência norte-coreana de notícias, a KCNA. “Intervir em comunicações secretas como mensagens privadas para espiar é um dos piores abusos dos direitos humanos. O objetivo da espionagem em grande escala a outros países por parte dos Estados Unidos é, obviamente, observar e vigiar todos os movimentos de outros países, recolher segredos de diferentes áreas como política, defesa e economia para conseguir dominar o mundo”, segundo o editorial.
A Coreia do Norte é um dos alvos permanentes dos Estados Unidos, ao lado da Venezuela, da China, do Irã, do Iraque e da Rússia, de acordo com publicação do jornal norte-americano The New York Times.
O país é suspeito de manter um programa nuclear para fins militares e chegou a ameaçar diversos países, inclusive os Estados Unidos.
