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Kremlin nega acusação de pirataria a integrantes do Greenpeace. Mãe da brasileira presa na Rússia faz apelo à presidente Dilma

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Presidente da Rússia, Vladimir Putin não ordenou que os 30 tripulantes do navio Arctic Sunrise do Greenpeace fossem acusados de pirataria, delito que pode ter pena de até 15 anos de prisão no país.

Informação do Kremlin, nesta sexta-feira (4). 

“Ele (Putin) não pode dar ordens (aos órgãos). Pode dar sua opinião, mas não pode dar ordens, já que ele não pode interferir no trabalho dos órgãos de instrução”, assegurou Dmitri Peskov, porta-voz do Kremlin, citado pelas agências locais.

Peskov lembrou que Putin já se manifestou a respeito, ao assegurar que os ativistas da organização ambientalista, “certamente, não são piratas, mas, de fato, tentavam assaltar a plataforma” Prirazlómnaya do grupo energético russo Gazprom, na região do Ártico.

O CI (Comitê de Instrução) da Rússia confirmou que todos os tripulantes da embarcação capturada no mar de Barents, em 19 de setembro, e rebocado até o porto de Murmansk foram acusados de pirataria em virtude do artigo 227 do código penal.

“Os acusados não reconhecem sua culpa e atualmente se negam a testemunhar”, assinalou um porta-voz do CI.

Os tripulantes são da Rússia, dos EUA, da Argentina, do Reino Unido, do Canadá, da Itália, da Ucrânia, da Nova Zelândia, da Holanda, da Dinamarca, da Austrália, do Brasil, da República Tcheca, da Polônia, da Turquia, da Finlândia, da Suécia e da França.

Rosângela Maciel,  mãe da ativista brasileira, Ana Paula, presa na Rússia junto com outros 29 integrantes do Greenpeace por organizar um protesto em uma plataforma petrolífera no Ártico fez um apelo à presidente Dilma Rousseff para que interceda junto ao governo russo e antecipe o retorno da bióloga.

O presidente do Conselho de Direitos Humanos adjunto ao Kremlin, Mikhail Fedotov, tachou de infundadas as acusações de pirataria apresentadas contra os tripulantes do Arctic Sunrise.

“Estão sendo acusados de pirataria. Considero que para isso, não existe nem o mais mínimo fundamento”, afirmou Fedotov à agência de notícias russa Interfax.

Gazprom assegura que o protesto do Greenpeace não impedirá que os trabalhos de extração na plataforma flutuante comecem no final deste ano.