O exército ruandês denunciou, nesta sexta-feira (4) a decisão americana de impor sanções pelo suposto apoio que forneceria à rebelião congolesa do M23, acusada de recrutar crianças-soldado.
Em comunicado, o porta-voz do exército, Joseph Nzabamwita, declara que “é surpreendente considerar Ruanda responsável por fatos que não ocorreram em seu território e que não estão dentro de suas práticas”.
“A decisão de incluir Ruanda entre os Estados que utilizam crianças-soldado não se baseia em fatos ou em provas. Em sua qualidade de sócio do exército ruandês há muito tempo, os Estados Unidos têm toda a informação para saber que nossas forças jamais toleraram a utilização de crianças nos combates”, acrescentou.
Os rebeldes do M23 estão ativos no leste da RDC. O grupo é composto essencialmente por ex-rebeldes tutsis do Congo que integraram o exército da RDC quando o acordo de paz foi assinado, em 2009.
Em abril de 2012, no entanto, eles rebelaram-se alegando que os termos do acordo nunca foram respeitados.
A ONU acusa Ruanda e Uganda de apoiar o M23, o que os dois países negam.
