Entre esta quinta (17) e sexta-feira (18), vários países realizaram protestos pedindo a libertação dos 30 ativistas presos há exatamente um mês na Rússia, incluindo a brasileira Ana Paula Maciel.
No Rio de Janeiro, 30 ativistas vestidos com macacões laranja, cor tradicional de roupas de detentos e algemados, fizeram manifestação na Praia do Leblon, zona Sul da cidade.
Na areia da praia foram colocadas placas com os rostos dos integrantes que estão presos, desde 18 de setembro, em Murmansk.
Na Espanha, na noite de quinta-feira, em Granada projeções com fotos foram exibidas no complexo de Alhambra.
Nesta sexta-feira (18), em Groningen, na Holanda, pessoas foram colocadas dentro de jaulas segurando fotos dos 30 detidos pela Justiça russa desde setembro passado.
Nas Filipinas, um grupo libertou pombas brancas, símbolo global da paz, em Manila. Em Sydney, na Austrália, um varal com as fotos dos presos foi montado em frente ao consulado da Rússia.
Ações também aconteceram em Auckland, na Nova Zelândia, Bangcoc, na Tailândia e Tóquio, no Japão.
O grupo de 30 pessoas, 28 ambientalistas e dois jornalistas, ficou detido no navio, sendo posteriormente conduzido a um tribunal de Murmansk. Lá, foram colocados em celas provisórias.
Eles foram acusados formalmente pela Justiça russa por pirataria e, se condenados, podem cumprir penas de até 15 anos de prisão. Os ativistas procedem de 19 países: Brasil, Rússia, EUA, Argentina, Reino Unido, Canadá, Itália, Ucrânia, Nova Zelândia, Holanda, Dinamarca, Austrália, República Tcheca, Polônia, Turquia, Dinamarca, Finlândia, Suécia e França.
O Itamaraty informou que aguarda uma nova data, que será divulgada pela Rússia, para o depoimento da brasileira. Uma representante da embaixada do Brasil em Moscou acompanha a situação, em Murmansk.
