Sob o choque de quase 400 mortes de imigrantes em pouco mais de uma semana e a pressão de buscar um final diferente para um enredo que se repete há anos, a Itália vai aumentar o patrulhamento no Mediterrâneo.
Com o objetivo de evitar novos naufrágios, o primeiro-ministro italiano, Enrico Letta, enviou, na última segunda-feira (14) uma missão militar de caráter humanitário para intensificar a vigilância na região.
Nos últimos dias 3 e 11 deste mês de outubro, duas embarcações afundaram próximo à costa siciliana de Lampedusa, carregadas de imigrantes africanos com sonhos de encontrar melhores oportunidades na Europa.
Agora, além das embarcações da Guarda Costeira e da polícia de fronteira, a Marinha italiana tem três embarcações apoiadas por quatro helicópteros patrulhando a região, e duas aeronaves de vigilância de apoio com visão noturna.
Por outro lado, apesar do caráter humanitário atribuído à iniciativa, pouco se conhece sobre os detalhes logísticos da operação e das medidas efetivas que serão adotadas para a proteção dos imigrantes.
Se por um lado o reforço na vigilância pode facilitar a detecção dos barcos de estrangeiros e aumentar as possibilidades de salvar embarcações em perigo, por outro não resolve a situação dos milhares de imigrantes que conseguem chegar à terra firme.
Os centros de atenção aos imigrantes de Lampedusa estão superlotados, a maioria chega sem documentos que comprovem a nacionalidade e a situação de risco no país de origem, o que lhes permitiria solicitar asilo.
