No Brasil, a prevalência de partos de crianças prematuras é de 11,7% em relação a todos os partos realizados no país.
Esse percentual coloca o Brasil no mesmo patamar de países de baixa renda, onde a prevalência é de 11,8%.
Nos países de renda média o percentual é de 9,4%, segundo relatório Born too Soon, da Organização Mundial da Saúde (divulgado em 2012).
O estudo “Prematuridade e suas possíveis causas”(agosto/2013) sinalizou para o crescimento de partos prematuros no Brasil: em 2010, nasceram 15 milhões de crianças prematuras – abaixo de 37 semanas de gestação o que coloca o Brasil na décima posição entre os países onde mais nascem prematuros.
Segundo dados do Ministério da Saúde (2011), a prematuridade é a principal causa de morte de crianças no primeiro mês de vida.
As regiões mais desenvolvidas (Sul e Sudeste), paradoxalmente, são as que apresentam os maiores percentuais de prematuridade (12% e 12,5% respectivamente), seguidos pelas regiões Centro-Oeste (11,5%), Nordeste (10,9%) e Norte (10,8%).
O estudo revela, ainda, uma estreita relação entre o aumento da prematuridade e a realização de cesarianas.
A frequência aumentou de 37,8% de todos os partos em 2000 para 53,3% em 2010, enquanto a Organização Mundial da Saúde recomenda que a taxa não ultrapasse os 15% e alerta que o excesso de cesarianas aumenta a mortalidade de mães e de crianças.
