Presidente da Amaerj, Cláudio dell’ Orto, entrou em contato, na última terça-feira(22), com a chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, delegada Martha Rocha, para apurar as informações referentes às investigações do acidente que provocou a morte do juiz Carlos Alfredo Flores da Cunha.
O Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) informou que a Comissão de Segurança Institucional do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro (Coseg), presidida pelo desembargador Antônio Jayme Boente, também está acompanhando o caso.
Segundo dell’ Orto, a delegada Martha Rocha se comprometeu a empenhar todos os esforços para a conclusão rápida e eficiente do inquérito policial, inclusive na mobilização do aparato necessário da polícia técnica para a conclusão dos autos e laudos essenciais à investigação.
Na ocasião, o presidente da Amaerj também conversou com o administrador José Alberto Parreira, do Aero Clube de Jacarepaguá, de onde partiu o avião acidentado. De acordo com o José Alberto, o instrutor que acompanhava o juiz Carlos Flores era dos mais experientes da equipe, o avião era de propriedade do aeroclube e estava em plena condição de voo.
O administrador informou ainda que existem várias fotografias demonstrando que a pista do aeroporto de Maricá vinha sendo, constantemente, bloqueada por veículos.
A Associação apoia, integralmente, a criação pelo TJ-RJ de uma comissão para acompanhamento das investigações e indicará, se necessário, a juíza Cláudia Pomarico, cujo marido é instrutor de vôo, como representante da associação para auxiliar nos trabalhos.
Para Cláudio dell’Orto a integral apuração das responsabilidades pelo trágico evento que vitimou o juiz Carlos Alfredo Flores da Cunha e o seu instrutor Adelmo Louzada, será cobrada e exigida das autoridades competentes com todo o vigor. “A Amaerj está e permanecerá atenta ao desenrolar da investigação”, declarou.
O magistrado tinha 48 anos e estava a bordo de um monomotor que caiu, na última segunda-feira (22), na Lagoa do Marine, em São José do Imbassaí, distrito de Maricá, na região metropolitana do Rio de Janeiro.
Carlos Alfredo Flores da Cunha ingressou na Magistratura fluminense em 1993. Foi juiz da Regional da Capital, da 2ª Vara Cível de Bangu, da 3ª Vara de Família de Campo Grande e foi removido, por antiguidade e merecimento, no último dia 16 de setembro, da 4ª Vara Cível da Barra da Tijuca para a 5ª Vara de Órfãos e Sucessões.
O magistrado tomou posse na mesma data e entraria em exercício no dia 1º de outubro, mas estava de férias e iniciaria as atividades na nova serventia em novembro.
O resultado da apuração da agência poderá ser encaminhado ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal, caso a Anac identifique condutas deliberadas que possam causar riscos às operações aéreas do aeródromo.
A queda aconteceu por volta de 17h de segunda-feira (21).
O piloto Pablo Nóbrega, de 31 anos, relata ter tido dificuldades para pousar no aeroporto meia hora antes do acidente. Segundo ele, haveria carros “quase na pista”.
Em nota, a prefeitura de Maricá informou que os veículos ficam nas proximidades dos prédios, exercendo a função de controle patrimonial e de segurança, mas em pontos afastados para não interferir na utilização da pista.
O procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, Marfan Martins Vieira, determinou que um grupo de promotores esteja empenhado, exclusivamente, na investigação das mortes do juiz e do instrutor de voo.
