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Imprensa: mais de 600 jornalistas mortos nos últimos dez anos

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A secretária nacional de Direitos Humanos, Maria do Rosário, defende a atuação da Polícia Federal na investigação de crimes de violação dos direitos humanos, inclusive assassinatos de jornalistas, como forma de garantir a ação autônoma e o combate à impunidade. 

A ministra esteve na terça-feira (15) participando do 8.º Congresso Internacional da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji).

Ela também criticou a violência policial contra jornalistas durante as manifestações iniciadas em junho e propôs uma discussão sobre a desmilitarização da Polícia Militar.

Levantamento da Abraji aponta que houve 83 ataques a jornalistas nos protestos – 85% praticados por policiais e 15% por manifestantes e outros grupos.

Para Maria do Rosário, a violência contra profissionais que cobrem protestos representa uma violação à liberdade de expressão e é responsabilidade do Estado garantir mais segurança para o trabalho jornalístico

Representante da Unesco no Brasil, o francês Lucién Muñoz informou que mais de 600 jornalistas foram mortos no mundo nos últimos dez anos, a maior parte deles nas localidades onde moram e trabalham.