Por falta de intérprete de português, a Justiça russa adiou o julgamento do pedido de liberdade feito pelos advogados da bióloga brasileira e ativista do Greenpeace, Ana Paula Maciel.
O julgamento ocorreria nesta quinta-feira (17), e, segundo informação divulgada pelo Greenpeace, não há ainda nova data marcada.
Ana Paula está entre os 30 integrantes do Greenpeace presos no dia 19 de setembro em protesto no Ártico contra a estatal russa de gás e petróleo Gazprom.
A justiça de Murmansk, no norte da Rússia, decretou a prisão preventiva do grupo por dois meses até o fim das investigações.
As autoridades afirmam que pretendem processar os envolvidos, incluindo a brasileira, pelo crime de pirataria, cuja pena no país chega a 15 anos de prisão.
O Greenpeace alega que o protesto ocorreu, pacificamente, sem se apropriar de bens alheios. Diz também que não houve tentativa de tomar posse de nenhum navio, o que viabilizaria a acusação de pirataria por parte das autoridades russas.
Na semana passada, a presidente Dilma Rousseff solicitou ao ministro das Relações Exteriores que acionasse o governo russo para encontrar “solução de alto nível” para a situação da bióloga.
O Greenpeace divulgou no início da tarde desta quinta-feira (17) uma foto da ativista e bióloga brasileira Ana Paula Maciel segurando um cartaz com um pedido para voltar para casa.
“Eu amo a Rússia, mas me deixem voltar para casa”, diz o cartaz, em tradução livre. Inicialmente, o horário da audiência seria às 4h (em Brasília) desta quinta, junto com outros integrantes do grupo.
