Terça-feira, 1º de outubro, Dia Mundial do Idoso
A Constituição de 1988, que completa 25 anos no próximo dia 5 de outubro, prevê, no Estatuto do Idoso, diversos direitos de proteção a essas pessoas.
Foram criados centros de acolhida e instituições de Longa Permanência, tanto públicas como privadas, para proteger os idosos que não têm condições de viver em casa sozinhos ou até mesmo maltratados por familiares.
Embora o Estatuto do Idoso determine que “é obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do Poder Público assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, a efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária” a população idosa brasileira enfrenta a triste realidade da violência.
A cada hora, no Brasil, cinco denúncias de violência contra idosos são registradas, segundo dados obtidos junto à Secretaria de Direitos Humanos (SDH) divulgados pelo UOL.
A violência e o descaso também imperam do outro lado do mundo.
Na Albânia, um idoso, incomodado com a falta de atenção por parte de seus familiares, encontrou um modo de chamar a atenção e ser lembrado: no dia de seu aniversário emitiu uma nota de falecimento (o dele) em um jornal local.
Hajdar Lila, morador de Fushe-Kruje, cidade pequena próxima a Tirana, foi mais longe e colocou cartazes na rua para anunciar sua “morte”, nos quais incluiu fotografias e seus dados pessoais.
Insatisfeito com o descaso, o idoso relatou que passou anos vivendo na Grécia e no Canadá, mas sempre enviou notícias e dinheiro para a família. Segundo ele, faz quatro anos e meio que voltou do Canadá e seus filhos, irmãos e primos o ignoram totalmente.
As notícias não informam se, com essa tática curiosa, os parentes de Lila foram vê-lo, mas o idoso afirmou que “as pessoas devem ser respeitadas enquanto vivas” e, portanto, depois de sua morte verdadeira não aceitará ninguém no cemitério.
