Racismo brasileiro: a cada três assassinatos ocorridos no país, dois são contra negros que pertencem a grupo de risco.
A pesquisa faz parte da 4ª edição do Boletim de Análise Político-Institucional (Bapi), lançada nesta quinta-feira (17), em Brasília.
O levantamento detectou que, no Brasil, a probabilidade do negro ser vítima de homicídio é oito pontos percentuais maior, mesmo quando se compara indivíduos com escolaridade e características socioeconômicas semelhantes.
Somando-se a população residente nos 226 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes, calcula-se que a possibilidade de um adolescente negro ser vítima de homicídio é 3,7 vezes maior em comparação com um branco.
Os dados são do artigo “Segurança Pública e Racismo Institucional”que foi escrito em parceria com o pesquisador do Ipea, Almir de Oliveira Júnior, e a professora da área de Direitos Humanos da Universidade de Brasília, Verônica Couto de Araújo Lima.
Os dois estudiosos analisaram o racismo institucional dentro das polícias e conceituam o termo como o fracasso coletivo das instituições em promover um serviço profissional e adequado às pessoas por causa de sua cor.
A pesquisa aponta que os negros são as maiores vítimas de agressão por parte dos policiais brancos
