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Hospital de Curitiba: médica antecipava morte de pacientes, segundo CRM

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A médica Virgínia Soares de Souza e outros dois médicos, Edison Anselmo da Silva Júnior e Anderson de Freitas, que trabalhavam no Hospital Evangélico, em Curitiba, anteciparam a morte de pacientes. 

A conclusão é de sindicância do Conselho Regional de Medicina do estado do Paraná (CRM-PR) cujo relatório é assinado pelo conselheiro Miguel Ibraim Aboud Hanna Sobrinho que solicita abertura de processo ético contra os três médicos.

Virgínia e mais sete pessoas foram acusadas pelo Ministério Público (MP) por homicídio qualificado e formação de quadrilha no início de 2013.

Cinco dos envolvidos chegaram a ser presos, inclusive Virgínia, que era a chefe da UTI onde a acusação sustenta que houve os crimes.

O processo tem como base uma investigação do Núcleo de Repressão aos Crimes contra a Saúde (Nucrisa) e denúncias de ex-funcionários do hospital e de familiares de pacientes. 

Os pacientes foram mortos por asfixia, com uso do medicamento Pavulon e diminuição de oxigênio no respirador artificial, segundo a denúncia. Sete mortes fazem parte deste processo.

De acordo com o relatório, há indícios de que Virgínia tenha praticado ou indicado “atos médicos desnecessários ou proibidos pela legislação vigente no País”, além de indícios de que ela abreviou a vida de paciente. Esses indícios também foram apontados, pelo relatório, na conduta de Edison e Anderson, que também são acusados na ação proposta pelo MP.

Sobre Virgínia, o relatório conclui também que há indícios de que ela utilizou “de sua posição hierárquica para impedir que seus subordinados atuem dentro dos princípios éticos”, e que ela expediu “documento médico sem ter praticado ato profissional que o justifique, que seja tendencioso, ou que não corresponda à verdade”.

Procurados, os representantes do CRM não quiseram comentar as conclusões do relatório, que já foi encaminhado ao Tribunal do Júri.