Detroit elegeu nesta terça-feira (5) Mike Duggan prefeito da cidade.
O democrata de 51 anos será o primeiro prefeito branco em quase 40 anos.
A cidade, conhecida como ” capital do automóvel”, declarou em julho a maior falência municipal da história dos Estados Unidos, e tem agora a recuperação fiscal como prioridade na agenda.
Observadores políticos dizem que Duggan terá agora que tramitar as ajudas federais para que a cidade inicie projetos de reabilitação e segurança pública após a declaração de falência.
A eleição do democrata é vista, segundo a mídia local, como uma resposta da população às políticas de austeridade das administrações conservadoras das últimas décadas.
De acordo com informações do portal Detroit Free Press, o discurso contra diferenças entre negros e brancos e por igualdade de oportunidades agradou o eleitorado da cidade.
Duggan ganhou apoio até mesmo dos “Panteras Negras” (Black Panther) grupo histórico de resistência negra nos Estados Unidos – mesmo com 82% da população de Detroit sendo afrodescendente.
Detroit vive uma das piores crises sociais e econômicas dos Estados Unidos. A cidade perdeu 60% de sua população desde os anos 1950, chegando ao 700 mil habitantes.
Somente entre 2000 e 2010, a Detroit perdeu um quarto de seus moradores. Com isso, partes inteiras da cidade foram abandonadas e se transformaram em bairros fantasmas.
O democrata Bill de Blasio, eleito novo prefeito de Nova York com uma ampla margem de votos, é um político de esquerda com uma identificação com a América Latina e uma família multirracial e extremamente moderna,segundo a agência France Presse.
Com 52 anos, casado e pai de dois filhos, o defensor público de Nova York se apresenta como a antítese do atual prefeito Michael Bloomberg, um independente de passado republicano que deixará o cargo que ocupa depois de três mandatos.
Duro crítico das desigualdades existentes na cidade de 8,3 milhões de habitantes, ele propõe aumentar os impostos dos nova-iorquinos mais ricos para financiar o sistema de jardim de infância para crianças a partir dos 4 anos e denuncia os polêmicos controles espontâneos da polícia da cidade, que visam, principalmente, aos negros e hispânicos.
“Acho que as pessoas desta cidade sabem que muitos nova-iorquinos lutam para tentar chegar ao fim do mês. Precisamos fazer uma mudança progressista muito séria e nos afastar das políticas da era Bloomberg”, declarou.
De origem italiana pelo lado materno e marcado pelo suicídio do pai – de ascendência alemã -, De Blasio não hesita em definir-se como um “homem de esquerda que acredita na intervenção do Estado”.
