Após o Outubro Rosa e a vez do Novembro Azul.
Deputados e senadores lançaram, na segunda-feira (4), no Congresso Nacional, a campanha Novembro Azul de combate ao câncer de próstata.
Uma sessão solene, requerida pela senadora Ana Amélia e pela deputada Rose de Freitas, promoveu no Senado o debate sobre a necessidade de os homens procurarem as unidades de saúde para fazer exames preventivos da doença.
Na abertura da sessão, a deputada Rose de Freitas ressaltou que 90% dos homens diagnosticados já estão com a fase avançada da doença.
Segundo a parlamentar, isso se deve ao fato de que a maioria nunca vai ao médico e tem preconceito quanto ao exame de próstata (toque retal). “É preciso tirar esse preconceito da cabeça dos homens, e as mulheres precisam falar sobre isso, dizer a eles que isso não é perda de masculinidade, de virilidade, para eles terem consciência da necessidade de cuidarem da saúde”, argumentou.
A senadora Ana Amélia lembrou que o Brasil já promove a campanha Outubro Rosa, para a prevenção ao câncer de mama, e tem o mesmo objetivo com o Novembro Azul.
De acordo com a senadora, homens e mulheres precisam se conscientizar sobre a identificação das duas doenças ainda no início. “Assim como o câncer de mama, nas mulheres, é a segunda doença que mais mata, depois das doenças cardíacas, o câncer de próstata, para os homens, equivale ao câncer da mulher, porque é o que mais mata depois das doenças cardíacas”.
A sessão durou cerca de uma hora e meia e terminou com o acender de luzes azuis que tingiram temporariamente a fachada do do Congresso Nacional.
O câncer de próstata não apresenta sintomas na fase inicial, por isso a necessidade de avaliação periódica do médico especializado. Quando o tumor cresce, ele pode provocar sintomas como a necessidade urgente de urinar a todo instante, mas alguns pacientes podem nunca sentir nada.
Dados da Sociedade Brasileira de Urologia apontam que um em cada seis homens terá câncer de próstata. A doença atingiu 60 mil pessoas em 2012.
