O Censo dos Magistrados, segunda etapa do Censo Nacional do Poder Judiciário, foi lançado na última segunda-feira (4/11) no plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O coordenador do Censo, conselheiro Paulo Teixeira, membro da Comissão Permanente de Eficiência Operacional e Gestão de Pessoas, abriu oficialmente a cerimônia, conclamando os 17 mil magistrados a responderem ao questionário que ficará disponível até o dia 13 de dezembro no portal do CNJ.
Nas primeiras quatro horas do Censo, cerca de 700 questionários foram preenchidos, o que corresponde a 4% do total de magistrados.
Segundo o conselheiro Paulo Teixeira, ” as informações prestadas serão fundamentais na construção e no desenvolvimento de ações que promovam o aperfeiçoamento do Judiciário brasileiro como um todo”.
“Hoje inauguramos a última fase da investigação sobre o perfil do Judiciário brasileiro e convidamos todos os juízes do Brasil, desembargadores, ministros e conselheiros a preencherem o questionário; essa missão é importantíssima”, disse o conselheiro.
No questionário, os magistrados poderão emitir opiniões sobre questões relativas ao exercício das suas funções; sobre o trabalho que desenvolvem nos tribunais, assim como revelar o nível de satisfação que possuem no trabalho e na carreira. Na avaliação dos conselheiros, essas são informações indispensáveis para o planejamento da Justiça brasileira.
“O Judiciário tem desafios a vencer. A morosidade dos processos é um deles e isso passa pela estrutura física e de pessoal existente em todas as unidades judiciárias do País. Conhecer essa situação ajuda no planejamento de estratégias e na adoção de ações necessárias para o combate a esses problemas”, reforçou o conselheiro Saulo Casali Bahia.
As informações prestadas no questionário elaborado pelo Departamento de Pesquisas Judiciárias (DPJ), do CNJ, são completamente sigilosas e os dados estatísticos só começarão a ser divulgados a partir do ano que vem.
Na avaliação do conselheiro Fabiano Silveira, a pesquisa servirá como uma espécie de autorretrato do Judiciário. “São informações que humanizam os dados que temos sobre a Justiça e lhes conferem certa densidade para que não sejam lidos de forma tão fria ou seca”, ponderou.
Acesso ao Censo – Para preencher o Censo, o magistrado pode acessar o endereço www.cnj.jus.br/censo e clicar a aba Questionário
