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Mali: polícia caça assassinos dos jornalistas franceses

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A França vai reforçar sua presença militar no Mali depois do assassinato de dois jornalistas franceses em Kidal, norte do país.

“É preciso reforçar essa presença para fazer retroceder o terrorismo”, afirmou  o porta-vos do governo, Najat Vallaud-Belkacem, recordando que 3.000 militares franceses se encontram no Mali.

Dez suspeitos já foram detidos na região de Kidal depois dos assassinatos os jornalistas franceses, informaram fontes da polícia.

 Os jornalistas Ghislaine Dupont e Claude Verlon, da Rádio France International (RFI), emissora pública francesa para o exterior, foram sequestrados e assassinados no sábado (2) no Mali.

Pouco antes do anúncio, o ministro francês das Relações Exteriores, Laurent Fabius, havia indicado que as forças de segurança organizavam operações na região do crime.

Ao ser questionado pela rádio RTL sobre a detenção de cinco suspeitos que teriam sido entregues aos militares franceses em Gao, o ministro disse que não tinha a informação.

“Atualmente não sabemos quem cometeu os assassinatos”, disse Fabius.

“Faremos todo o possível para encontrar os assassinos, condená-los e castigá-los”, afirmou.

O presidente do Mali, Ibrahim Boubacar Keita, se comprometeu a “fazer todo o possível” para encontrar os assassinos dos dois jornalistas franceses mortos a sangue frio .

“Faremos todo o possível para encontrarmos os culpados”, declarou o chefe de Estado ao receber em Bamaco membros da direção da Radio France Internationale (RFI), onde trabalhavam as duas vítimas.

“Hoje mesmo abrimos uma investigação judicial sobre esses assassinatos e esperamos os investigadores franceses que trabalharão em conjunto com nossos colegas malineses”, acrescentou.

“Compartilhamos a comoção, nós também estamos devastados” com a morte de Ghislaine Dupont e Claude Verlon, afirmou, acrescentando: “a RFI em nosso país não tem somente ouvintes, mas membros de uma mesma família”.

Ele anunciou que participará de uma cerimônia em homenagem aos dois jornalistas e que vai condecorá-los em nome do Mali.

Referindo-se à situação em Kidal, mais de 1.500 km a nordeste de Bamaco, onde os jornalistas foram mortos pouco depois de terem sido sequestrados, o presidente malinês reconheceu que as forças de segurança do país têm capacidades limitadas.

Kidal hoje escapa ao nosso controle”, afirmou.

“Precisamos que a soberania do Mali sobre Kidal seja uma realidade (…) Desejo que todos assumam as suas responsabilidades”, completou Keita.