Na próxima sexta-feira (25), a Câmara Municipal de São Paulo irá inaugurar a Praça e Memorial Vladimir Herzog.
A data – 25 de outubro – foi escolhida por ser o dia em que o jornalista foi torturado e assassinado pelos agentes da ditadura, em 1975.
Vladimir Herzog nasceu na Iugoslávia, em 1937 e em 1942, emigrou para o Brasil, com os pais Zora e Zigmund, fugindo do nazismo.
Formou-se em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP), mas foi como jornalista que se destacou, tendo trabalhado em importantes órgãos de imprensa como o jornal O Estado de S. Paulo, onde ajudou a implantar a sucursal de Brasília, então recém-inaugurada.
No início da década de 60, casou-se com a publicitária Clarice Herzog, com quem teve dois filhos, Ivo e André.
Vlado, como era chamado pelos amigos e colegas de profissão, sempre se pautou pela extrema seriedade e honestidade profissional.
Em 1975, assumiu a direção de Jornalismo da TV Cultura, antevendo, finalmente, a possibilidade de por em prática seu conceito de responsabilidade social do jornalismo na TV.
O nome de Vladimir tornou-se central no movimento pela restauração da democracia no Brasil, após 1964.
Militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB), foi torturado até a morte nas instalações do DOI-CODI, o quartel-general do II Exército, em São Paulo, após ter se apresentado ao órgão para “prestar esclarecimentos” sobre suas “ligações e atividades criminosas”.
Clarice Herzog conseguiu, depois de três anos (1978) que a União fosse responsabilizada, judicialmente, pela morte do marido.
