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Greenpeace: ativista britânica diz que estar presa é o mesmo que uma morte lenta

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A britânica Alexandra Harris, uma dos 28 ativistas do Greenpeace e dois jornalistas presos em Murmansk, na Rússia, em 19 de setembro, após um protesto contra a exploração de petróleo no Ártico, escreveu uma carta para a família onde conta como é seu dia a dia na prisão.

Ela pede a Deus para não ficar na cela gelada no inverno na Rússia e diz como está:

“Estar preso é a mesma coisa que uma morte lenta: você, literalmente, perde a vontade de viver e passa apenas a contar os dias”.

Harris continua:

“Semana que vem volto à corte para apelar, o que é algo sem sentido porque eles já negaram minha fiança uma vez. Mas qualquer coisa para sair da minha cela! E se tiver sorte, talvez possa ver alguns dos outros.

Estou preocupada com o que pode acontecer. Tenho momentos de pânico, mas então tento dizer a mim mesma que não tem nada que eu possa fazer aqui, então não há razão para me preocupar. Mas é difícil. Será que o meu futuro é apodrecer numa prisão em Murmansk? Bom, eu realmente espero que não”.