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Homofobia: mala “gay” sinaliza para preconceito

“Eu sou um homem heterossexual branco. Isso significa que eu não estou rotineiramente submetido a preconceito. Mas, por alguns minutos, andei na pele de um gay em um lugar público. Se o que eu senti por aqueles poucos minutos é vivido a cada dia por outras pessoas, então eu posso entender completamente por que nossos amigos gays se sentem perseguidos.”

O desabafo é de um passageiro da companhia aérea Jetstar, subsidiária da australiana Qantas, quando teve uma surpresa ao buscar sua mala na esteira de bagagem quando chegou ao seu destino.

Várias etiquetas foram coladas à mala vermelha formando a frase “I am gay” (“Eu sou gay”, em inglês).

O consumidor, que não se identificou, relatou o caso em seu blog.

Segundo ele, a Jetstar pediu desculpas e está investigando o caso.

A mala do passageiro foi a primeira a ser disponibilizada na esteira de bagagem. Ele diz que, ao verem a inscrição, os demais passageiros passaram a encará-lo.

Como tinha de pegar outro voo, pegou a mala e andou com ela pelo terminal do aeroporto. Todas as pessoas por quem ele passava, diz, o olharam de forma diferente.

O passageiro conta que se sentiu humilhado. “Não são palavras que ferem. É a intenção por trás deles. ‘Eu sou gay’ não foi escrito na minha bagagem como uma celebração. Foi usado em tom pejorativo, para humilhar”, afirma.

O consumidor também se mostrou chocado com o preconceito demonstrado pelas pessoas que circulavam pelo aeroporto.