Mais da metade da população brasileira não tem rede de tratamento de esgoto.
No ranking do saneamento básico divulgado, na última terça-feira (1º) pelo Instituto Trata Brasil, cinco das seis cidades onde o problema é mais grave estão na região Norte: Porto Velho, Macapá, Belém, Santarém e a cidade que tem a pior situação é a segunda maior cidade do Pará, Ananindeua..
O levantamento conclui que 61,52% do volume de esgoto gerado nas cem maiores cidades do país não tiveram tratamento adequado em 2011.
O percentual representa um total de 3,2 bilhões em m3 de esgoto de resíduos despejados, diariamente nos rios e mares do país.
A meta do governo federal – a universalização do saneamento básico em 20 anos – é muito difícil de se cumprida, segundo especialistas.
O estudo do Instituto trata Brasil demonstra que 38,6% da população das maiores cidades ainda não têm acesso à coleta de resíduos, num total de 30,1 milhões de pessoas.
A última estimativa do Plano Nacional de Saneamento Básico não é nada otimista: apenas para água e esgoto são necessários R$ 302 bilhões até 2933.
O máximo que se conseguiu alcançar foi a R$ 8,9 bilhões em 2010.
O Trata Brasil também divulgou o ranking de saneamento básico das cem maiores cidades do país: as vinte primeiras cidades estão concentradas nos estados de Minas Gerais, São Paulo e Paraná.
Uberlândia (MG) está na primeira posição e é a cidade que cobra a segunda menor tarifa de água (R$ 0,89 por m3), o Rio de Janeiro caiu 20 posições, entre 2010 e 2011, passando do 37º para o 57º lugar.
Para Edison Carlos,, diretor executivo do Instituto Trata Brasil, “o Rio de Janeiro estacionou em 90,66% de população atendida com água tratada e já há 23 cidades com 100%”.
